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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana II

O comportamento, quase previsível, da mídia e do DEM-PSDB após o lançamento do livro do Amaury, A Privataria Tucana:

- A parte do PIG mais "civilizada" (como Noblat, Boechat, Miss Massa Cheirosa e os demais serristas da Folha) vai na trajetória de minimizar ou até desqualificar o livro; apresentando-o aos seus leitores como coisa "requentada" da época da campanha em 2010 ou retaliação do autor contra Serra e Ricardo Sérgio;

- O esgoto vai vociferar como na campanha em 2010, vem chumbo grosso pra cima do jornalista, quebra de sigilo fiscal e bancário vai ser fichinha, Serra já deu a ordem... é só esperar - a última capa da inominável não deixa dúvidas: são falsários os membros do PT e o próprio Amaury;

- A oposição, e seus membros mais ilustres como Alvaro Dias, vão seguir a linha da desqualificação e tentativa de dizer que o livro é um requentado dos tais ataques que a campanha de Dilma fazia ao serrismo - interessante que só nos 2 últimos capítulos o autor mergulha em episódios diretamente ligados à campanha e mesmo assim são alguns membros do PT (Palocci, Rui Falcão) que são citados e em circunstâncias que levam a crer que na disputa interna dos grupos de MG e SP do partido eles se digladiavam para comandar o desenrolar da eleição; pela fala que acompanhei de Alvaro Dias após o livro sair cheguei à desconfiar que ou ele não teve a curiosidade de ler o texto do Amaury ou se o leu, não entendeu patavinas das letras ali impressas;

- De qualquer modo estão numa sinuca de bico a partir de agora pois mesmo a tentativa de desqualificação do livro, que eu acredito será a tônica de todo o PIG, pode despertar no seu público o desejo de conhecer a narrativa, que é de leitura agradável, com passagens bem gostosas de bom humor, e onde o jornalista traduz para linguagem compreensível os diversos estratagemas escusos que os aliados de FHC e Serra usaram para surrupiar o patrimônio do povo brasileiro via lavagem de dinheiro pra lá de sujo.

- Teremos uma idéia mais apurada já nesses últimos dias da semana, o pedido de CPI, encabeçado por Protógenes (PC do B), nos mostrará, em mais um episódio do tipo Virada de Esquina da História do Brasil, como se portarão os varões de Plutarco da terra brasilis.

A Privataria Tucana 1

O livro chegou em Mossoró - RN, ontém comprei um exemplar na Livraria Siciliano no shoping da cidade; como já havia comprado um via internet, vou presentear quando chegar... kkkk...

É que estava muito ansioso pra começar a entender o motivo das minhas desconfianças daqueles tempos da "desestatização" de empresas robustas como a Vale do Rio Doce e CSN, o processo de desmonte e sucateamento das empresas eu já entendia, vi isso acontecer com a REFESA e o início do processo na Petrobrás e BB (a proibição de novos investimentos de um lado e os tais PDIV's  - programa de demissões voluntárias - do outro).

É chocante a maneira como esses senhores dilapidaram o patrimônio público na época de ouro das privatarias, no livro e na entrevista do autor (que pesquei no Tijolaço), o que mais me revolta é a disfaçatez dessa "massa cheirosa", o cinismo dos caras e dondocas  que se apresentam ao povo brasileiro como arautos da modernidade "social democrata" e da governança "responsável"... o tal choque de gestão tucano nada mais é do que uma blindagem, midiática principalmente, para escamotear as tenebrosas transações que eles fazem na calada da noite, em inocentes virgenzinhas ilhadas, pra roubar na maior cara de pau o pão nosso de cada dia.

Mais revoltante ainda é o silêncio sepulcral da nossa big-press, principalmente da televisiva, é como se nada de grave estivesse acontecendo no ninho tucano... estão na defensiva, no BDB Alexandre Gracinha não repercutiu a capa da inominável... por sinal um requente de matérias "investigativas" passadas contra o PT... sinal dos tempos, ou preparativos pra uma contra-ofensiva.

Nos próximos dias vou acompanhar um pouco a TV Senado e TV Câmara, quero ver se alguns dos ilustres parlamentares do DEM ou PSDB irá até o patíbulo com o livro do Amaury Jr. em punho, mesmo que seja para defender seus pares tucanos de qualquer uma das matérias alencadas no livro... assim como eles fazem com as capas da óia ou de O Globo quando das denúncias contra ministros do atual governo.



sábado, 9 de outubro de 2010

13 motivos






13 razões para votar em Dilma no segundo turno

08.10.2010
A candidata Dilma Rousseff venceu o primeiro turno com 47 milhões de votos de brasileiros e brasileiras que acreditam na continuidade dos avanços dos últimos anos. Neste segundo turno, Dilma reafirma seus compromissos com a população e pretende fazer muito pelo Brasil, como erradicar a miséria, gerar mais empregos, melhorar a educação, saúde e segurança pública.
Chegou a hora de conhecer e divulgar o folheto com as 13 principais razões para votar em Dilma no segundo turno. Imprima este folheto e distribua para os amigos.
1. FIM DA MISÉRIA – Com Lula, 36 milhões de pessoas entraram para a classe média e 28 milhões saíram da pobreza absoluta. Dilma vai aprofundar esse caminho e lutar para acabar com a miséria no país.

2. MAIS EMPREGOS – O Brasil nunca gerou tantos empregos como agora. Dilma – que coordenou o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que levam obras e empregos a todo o país – é a garantia de que o mercado de trabalho vai continuar crescendo para todos.

3. MAIS REAJUSTES SALARIAIS – Com Lula, o salário mínimo sempre teve reajustes bem acima da inflação e houve aumento da massa salarial em geral. Dilma vai manter e aperfeiçoar essa política que tem ajudado a melhorar a vida de tantas famílias, em todo país.

4. MAIS BOLSA FAMÍLIA – Agora, existe candidato fingindo que é a favor do Bolsa Família, mas o povo brasileiro sabe: só Dilma garante o fortalecimento desse e de outros programas sociais criados por Lula.

5. MAIS EDUCAÇÃO – Lula criou o ProUni, mais universidades e escolas técnicas do que qualquer outro governo. Dilma vai seguir abrindo as portas da educação para todos. Com ela, serão construídas escolas técnicas em municípios com mais de 50 mil habitantes e em cidades-pólo.

6. MAIS SAÚDE – Lula ampliou o Saúde da Família, implantou o Samu 192, as Farmácias Populares e o Brasil Sorridente. Dilma já garantiu: vai criar 500 Unidades de Pronto Atendimento – as UPAs 24 horas. E 8.600 novas Unidades Básicas de Saúde – as UBS. Tudo para o bem estar da família brasileira.

7. MAIS SEGURANÇA – Lula está fazendo um investimento inédito na segurança pública, com o Pronasci, que tem, entre suas prioridades, o policiamento comunitário, a inclusão do jovem e a parceria com a sociedade. Dilma vai ampliar essa ação, usando como modelo as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que estão livrando várias comunidades do Rio de Janeiro do domínio do tráfico de drogas.

8. MAIS COMBATE AO CRACK – Dilma vai combater a praga do crack com autoridade, carinho e apoio. Apoio para impedir que mais jovens caiam nessa armadilha fatal. Carinho para cuidar dos que precisam se libertar da dependência. E autoridade para combater e derrotar os traficantes.

9. MAIS CRECHES – Dilma quer garantir mais tranquilidade para as famílias que trabalham e não têm onde deixar os filhos. Por isso, já assumiu o compromisso de construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o país.

10. MAIS MORADIAS POPULARES – Juntos, Lula e Dilma criaram o Minha Casa, Minha Vida, que está realizando o sonho da casa própria de muita gente. Dilma vai ampliar o programa, garantindo mais 2 milhões de moradias populares para quem mais precisa.

11. MAIS APOIO AO CAMPO – Nossos agricultores nunca tiveram tanto apoio para produzir e crescer na vida. Dilma – que criou o Luz para Todos, levando energia para milhões de lares brasileiros – é a certeza de que esse trabalho vai seguir em frente, tanto para o agronegócio como para a agricultura familiar.

12. MAIS CRÉDITO – Lula criou o crédito consignado e facilitou o acesso da população a várias linhas de crédito. É por aí que Dilma vai seguir para continuar beneficiando toda a população.

13. MAIS RESPEITO AO BRASIL – Com Lula, o Brasil pagou sua dívida com o FMI e passou a ser um país respeitado em todo o mundo. O país vai realizar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Dilma quer o Brasil assim: forte, independente e cada vez mais admirado aqui e lá fora.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ganhamos sim o 1º round dessa luta...

Do Conversaafiada de PHA:


Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu do amigo navegante Sérgio Malta:

"Dilma ganhou.
E para continuar a ganhar

    Meus prezados Mino Carta, Paulo Henrique Amorim, Mauro Carrara, Hildegard Angel, Hélder Câmara, Franklin Martins e demais colegas voltados à campanha pró-Dilma no segundo turno:

* Favor considerar ou aditar a tudo que venham escrever ou declarar alguns dos pontos e sugestões abaixo enumeradas por este colega de vocês, jornalista e publicitário

* Favor fazer chegar esta mensagem ao Ciro Gomes e a outros responsáveis pela campanha da nossa Dilma!

* Muito obrigado, muito sucesso e um forte abraço a todos do Sergio Malta.


Pontos importantes para a propaganda e os debates no segundo turno das eleições.


“DILMA PRESIDENTE, PARA O BRASIL CONTINUAR VENCENDO!!!”


(Este deve ser o novo slogan da campanha pró-Dilma no segundo turno!)


- O Brasil é o vencedor na disputa da sede da Copa do Mundo em 2014!

- O Brasil é o primeiro país sul-americano a sediar os jogos olímpicos: Rio’2016!

- O Brasil venceu a dívida do FMI. Hoje são eles que nos devem dinheiro!

- O Brasil de hoje venceu a fome e os índices de pobreza.

- O Brasil de hoje venceu o desafio do aumento do poder aquisitivo do povo brasileiro!

- O Brasil é hoje o maior criador e exportador de carne bovina do mundo!

- O Brasil é hoje o maior criador e exportador de frango do mundo!

- O Brasil é hoje um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo!

- O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores de minério do mundo!

- O Brasil é hoje um dos maiores exportadores de automóveis do mundo!

- O Brasil tem o segundo melhor PIB do mundo em 2010, abaixo somente da China!

- O Brasil tem hoje o presidente da República mais homenageado e premiado pelos

governos e principais jornais e revistas de todo o mundo!

- E muito importante: Dilma tem de deixar claro que todas as grandes obras alardeadas por Serra em São Paulo tiveram recursos liberados pelo governo federal!


Importantes testemunhos que deverão ser explorados:


JOSÉ ALENCAR

- Utilizar um testemunho gravado (som&imagem) de José Alencar em favor da candidata Dilma, em razão do alto índice de aprovação popular do Vice Presidente!


GABRIEL CHALITA

- O líder religioso e deputado federal (segundo mais votado em São Paulo) deu importante testemunho de ordem político-religiosa pró-Dilma em entrevista no programa do Paulo Henrique Amorim,  na Record, dia 05.10.10!


O VOTO DA GRANDE DAMA

- Citar que a sra. Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho (Globo), recebeu em almoço e declarou voto em Dilma Rousseff, fato testemunhado e declarado em entrevista de Hildegard Angel à CartaCapital (15.09.10).


Defesa contra insinuações de corrupção, tais como Mensalão e Quebra de Sigilo:


O MESADÃO DO FHC

- A liberação(13.01.99) de US$ 1,600,000,000.00 (Um Bilhão e Seiscentos Milhões de Dólares) para o Banco Marka, do Salvatore Caciolla, o qual foi preso na Europa e deportado para o Brasil onde está encarcerado na PF em Brasília.


- A privatização dos telefones que o Elio Gaspari chama de privataria – PHA


SIGILO ABERTO DE MAIS DE 6 MILHÕES DE PESSOAS

- Replicar qualquer insinuação com referência à quebra do sigilo bancário da filha do Serra e demais membros do PSDB com os fatos contidos na reportagem de CartaCapital a cerca da imensa quebra de sigilo promovida pela empresa de Verônica Serra e sua sócia, Verônica Dantas, em 2001, no governo de FHC. Lembrar que a então sócia da filha do Serra e seu irmão Daniel Dantas, foram presos e respondem por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.


O MENSALÃO DO DEMO EM BRASILIA

- Os panetones e a corrupção envolvendo o governador e políticos do DEMO, em Brasília, aliados do PSDB, partido do Serra."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As pesquisas, a grande mídia e a última semana

As pesquisas nos deixam mesmo com os nervos políticos a flor da pele, o número perigoso para Dilma Roussef é 46% e mesmo com todas as sondagens recentes lhe dando entre 49% e 51% temos que ficar atentos e não baixar a guarda.

A oposição midiática não vai deixar por menos nessa última e decisiva semana de campanha, vai jogar pesado e com uma sujeira mais indigesta ainda.

Está em jogo não somente, e eles sabem bem disso, a eleição para presidente mas a própria composição do próximo Congresso Nacional que, pelas projeções do DIAP (por exemplo), terá como resultado um verdadeiro baque dos partidos que fizeram essa oposição mais doentia contra Lula e seu governo; Dona Judith e seus próceres sabem que o PSDB, o DEM e o PPS terão suas bancadas na Câmara e no Senado reduzidas e isso preocupa muito esses senhores e senhoras, talvez até mais que a mais que provável derrota do Almirante do Tietê (José Serra), por eles e elas alçado à condição de ter o divino direito de ser presidente da república.

Temas espinhosos para os barões da mídia, com uma nova regulamentação dos meios de comunicação e análise de concessões de rádio e TV, poderão emergir como tema na próxima legislatura.

O Brasil e os brasileiros merecem uma mídia de qualidade e não esse verdadeiro partido que defende interesses que na maioria das vezes só satisfaz o ego e o umbigo desses senhores feudais e dams de punhos de renda que se valem da tal "liberdade de expressão" para cometer os maiores absurdos possiveis, contra pessoas e instituições.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dez falsos motivos

Dez falsos motivos para não votar na Dilma

por Jorge Furtado

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)

Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.

1. “Alternância no poder é bom”.

Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.

Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM, da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

3. “Dilma não é simpática”.

Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

4. “Dilma não tem experiência”.

Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

5. “Dilma foi terrorista”.

Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.

6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.

Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

7. “Serra vai moralizar a política”.

Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista – no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC – foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.

8. “O PT apóia as FARC”.

Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

9. “O PT censura a imprensa”.

Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.

10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.

Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões

Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares

Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.

Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%