quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Marina Silva e o discurso oportunista dos "sem partido"

"Da Agência EFE


São Paulo, 11 jul (EFE).- A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata à Presidência Marina Silva qualificou hoje a recente onda de protestos sociais como um "movimento de beleza e grandeza" que tem "potencial para mudar" o país, em discurso no segundo fórum "Efe Café da Manhã".

Marina - que nas eleições presidenciais de 2010 se tornou a terceira força política e a maior independente do país com quase 20% da votação e 19,6 milhões de votos - considerou que o "despertar" do país "era uma questão de tempo".

A ex-candidata lembrou que há poucos anos tinha advertido que a "insatisfação" da população era uma coisa que em qualquer momento "ia passar do virtual para o presencial".
"Lidar com o imprevisível é parte da condição humana e os protestos estavam latentes e a explosão de vozes, de bandeiras, de propostas evidencia que não há satisfação com a forma de representação política", ressaltou Marina.

Para a ex-senadora, "a política não é uma repetição, é um ato singular em cada momento" e citou que ela já foi catalogada por um meio de comunicação como alguém que estava no "ostracismo", por ter alertado sobre a insatisfação popular.

"Estou no ostracismo para o atual modelo político e as manifestações nas ruas não são perigosas, pois 99% são de pessoas que estão aí pacificamente, apresentando bandeiras óbvias: saúde, educação, segurança e mobilidade".
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A tal Primavera de Junho 2013 teve a cara da direita, as idéias da direita e as táticas da direita; nada demais que Marina, uma candidata que simboliza um retrocesso de pelo menos uns 50 anos na nossa história, esteja comemorando.

O tal despertar do gigante foi o sopro de oxigênio que os canalhas do atraso queriam... por enquanto ainda estão surfando na onda.

O duro é saber que tanta gente ainda teima em ver essa multidão que foi às ruas como um avanço... avanço uma ova, foi o Ovo da Serpente dizendo ao que veio e de como vai proceder daqui pra frente, vide esse surto de rebeldia dos médicos, como bem diz um comentarista de Luis Nassif, é o passo-a-passo para o nosso descompasso.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O ódio irracional de Lula, como entender?

"Lula é um político brasileiro com defeitos e virtudes. Se você não conseguir ver uma coisa ou outra é porque, certamente, a cegueira da paixão ou do ódio está tomando o seu corpo como um câncer.

O que se percebe no caso de Lula é que o ódio intenso tenta, sobremaneira, vencer o amor intenso. É uma luta. A luta entre o amor e o ódio a esse personagem da história
 brasileira.

Outros já experimentaram do mesmo fel. Mas não sei se há concorrentes para Lula. Talvez nem Getúlio.

Quantitativamente, Lula está em vantagem. Mas os odiadores acreditam que seu ódio seria de melhor qualidade, uma espécie de crème de la crème do ódio - um ódio insuperável por qualquer amor de multidões.

É um ódio cultivado com gotas de ira diárias nas páginas dos jornais. E de revistas. Cultivado com olhos de sangue, faca entre os dentes, espinhos nas pontas dos dedos.

Só nos últimos meses, Lula já "esteve" por trás do relatório do CPI da Cachoeira, teve caso com a mulher presa na última operação da PF, já tentou adiar o julgamento, já produziu provas para se vingar de Perillo (porque ele teria sido o primeiro a avisá-lo do mensalão), já tentou subornar Deus para que terminasse a obra no domingo.

A paixão amorosa conhecemos bem. Vem daqueles que se identificaram com ele e com ele conseguiram ser lembrados pela primeira vez na história da política brasileira: seja pelos programas sociais, seja pela ascensão econômica, ou até simplesmente pelas características pessoais, culturais e linguísticas. Vem também do louvor à camisa, ao vermelho da camisa do PT.

Mas encontrar representantes do ódio não é tão difícil também. E, como qualquer sentimento que desafie a racionalidade, eles encontrarão justificativas em qualquer coisa.

Mesmo que o ódio se disfarce de termos falsamente conceituais (lulo-petismo, lulo-comunismo, lulo-qualquercoisismo), o ódio a Lula não é um ódio-conceito. Não é abstrato. É material. Corpóreo. Figadal. Biliar. Visceral.

Também não é ódio consequência. Não é um "ódio, porque..." É um "ódio ódio", um ódio em si mesmo, um ódio singular absoluto, que se disfarça de motivos: linguísticos, culturais, morais, econômicos, etc, mas sempre ódio.

Lula já foi acusado de trair a mulher, de violentar o companheiro de cela, de roubar o Brasil, de pentecostalizar a África, de fortalecer "ditaduras" latino-americanas, africanas, asiáticas, de se curar do câncer em hospital particular (sim, uma acusação), de assassinar passageiros de avião, de dar o título à Vila Isabel, de provocar a fuga do vilão no final da novela das oito; já foi acusado de dançar festa junina, de beber vinho caro, de torcer para o Corinthians, de comer buchada de bode, de ter amputado o próprio dedo para receber pensão, de ter a voz rouca, de ser gente, de estar vivo, de ter nascido...

Só um conselho para os odiadores: o inverso do amor não é o ódio, mas a indiferença. No caso em questão, o ódio só acentua e inflama a paixão daqueles que, em maioria dos votos, acabarão levando vantagem.

Sejam indiferentes a Lula, e a história se encarregará de fazer o resto."

por Weden, no blog do Nassif

"O ÓDIO DE CLASSE CONTRA LULA

O ódio contra Lula é um ódio de classe. As leituras que o entendem como um ódio simples, produto de amores não correspondidos, ódio irracional ou, como colocam alguns analistas, ódio-ódio deixam de considerar este ódio criticamente, no contexto ideológico, político, social e histórico que o produz. No contexto ideológico, o Lula é odiado porque não tem diploma de nível superior, não fala inglês, nem francês, nem alemão, não é culto e literato, é portador de uma linguagem simples e direta, que desdenha dos discursos elaborados das elites pátrias que servem para mascarar os problemas sociais, suas causas e seus responsáveis, e ludibriar o povo. Lula não somente teve acesso ao topo do sistema com os recursos intelectuais limitados a que teve acesso: ele também contribuiu para destruir o falso requinte do discurso elitista social e político (e porque não econômico também?) pátrio, inclusive muitos discursos acadêmicos que sempre foram meros simulacros de racionalidade civilizatória. Em outras palavras, em termos ideológicos Lula é um discurso corrosivo e erosivo da ideologia dominante, uma ideologia falsamente racional e civilizatória, usada para justificar uma irracionalidade econômica, política e social e para consolar a consciência de uma elite que, por meio de um autoengano, sempre tentou posar de chique e civilizada. Em última instância, Lula é uma fratura, um golpe na consciência da elite pátria e, somente nesta medida, um problema psicanalítico para ela. Em termos políticos, o ódio contra Lula é a expressão do sentimento que sempre dominou o imaginário da elite nacional sobre o Estado e sua máquina: sua propriedade, seu bem, seu patrimônio. Não é sem razão que uma das direções de ataque desta elite é a de Lula como ladrão, o único grande ladrão que roubou coisas que ninguém viu. Sim, o Lula roubou o Estado das mãos da elite nacional, e está conseguindo dar seguimento a este roubo ao reeleger seu sucessor e ao formar novas grandes lideranças políticas que darão prosseguimento a esta façanha. O sentimento de ter sido roubado é inerente a uma elite que sempre roubou o povo e o Estado, sem manifestar qualquer peso de consciência por isso porque, afinal, era sua propriedade, e propriedade privada não se rouba, explora-se. Em termos sociais, o ódio contra Lula resulta da sua luta pela dignidade dos mais simples, daqueles que sempre viveram a margem da dignidade, da cidadania, daqueles que tiveram sua humanidade negada por séculos e séculos de uma exploração colonial escravocrata e que permaneceram sendo renegados como seres humanos no imaginário e na prática econômica, política e social da elite nacional até os dias presentes. Dignidade e humanidade é algo a que esta elite se acostumou como sendo inerente e exclusivo de sua condição social. A sua diferença e o seu valor próprio sempre foram compreendidos com base na negação de dignidade e humanidade as camadas populares da sociedade. Claro, seria difícil esta elite se olhar no espelho e enxergar no horizonte da sua imagem o rosto de um negro, de um índio, de um mulato, de um pobre, ver que estes seres que ela abomina, explora, maltrata, sodomiza, rejeita, nega é também um ser humano que, essencialmente, é ela também, é como ela, é seu igual em essência. Por tudo isso, o ódio contra Lula é um ódio histórico, produto de forças ideológicas, políticas e sociais que vieram a luz com toda a sua violência quando se sentiu incomodada em seu trono; são forças habitam o imaginário profundo, construído ao longo de séculos de uma dominação sangrenta e eficaz de uma elite que sempre se viu privilegiada por achar que seus privilégios eram algo natural e incontestável, por se amparar numa ideologia que a fazia se sentir acima do bem e do mal e por se ver, neste momento, sendo forçada a mudar aquilo que é."

por Válber Almeida, no blog do Nassif

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Boson de Higgs e a inteligência dos globais...

De: RONALD CINTRA SHELLARD
Quarta-feira, 11 de Julho de 2012

Assunto: MANHATTAN CONNECTION - CRÍTICA - 11/07/2012

Caros jornalistas,
Lamentável sua abordagem sobre o bóson de Higgs, exibindo um dos
piores aspectos da natureza humana, que é a arrogância da ignorância!


Que o assunto é dificil de explicar, não há dúvida. Mas achar que os
países europeus iriam gastar bilhões de dólares para cavar um túnel
(aliás informação equivocada) é (escolha o adjetivo apropriado, não
quero ser ofensivo!). Lembro apenas que estão recebendo este mail
porque no CERN inventaram uma coisa chamada www, que afeta a vida de
todos nós. Se algum de vocês teve que passar por um tomógrafo,
lembre-se de que é um detector de partículas. A eletrônica rápida que
hoje está nas câmaras que os estão filmando, vem de desenvolvimentos
associados a esta descoberta. A gama de tecnologias que direta ou
indiretamente estão associadas ao processo que levou à descoberta do
Higgs é imensa. E esta é uma das razões que levar os países a
investirem bilhões "num buraco"!


Não é exagero dizer que a descoberta do Higgs marcará nossa
civilização, como um dos seus pontos altos, não pela descoberta em si,
mas por todo o processo que culminou neste evento. Só para começar, o
CERN, fundado na década dos 50, foi um ensaio para o que viria a ser a
Comunidade Européia. Não é pouca coisa. Ir à Lua foi um feito de um
único país (talvez de um segundo, se a China tiver sucesso). Descobrir
o Higgs só é possível por conta do número de países envolvidos nesta
aventura do espírito humano.


A leviandade com que trataram este assunto deveria fazê-los corar.
Prestam imenso desserviço à causa do progresso de nossa sociedade
(nossa, quer dizer humana!). Se não entendem do assunto ou tenham
atitude mais humilde ou, não abordem o assunto!

Atenciosamente,
Ronald Cintra Shellard
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

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Como se diz por aqui:  Chupem essa, gênios do MC.